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A AGRICULTURA BRASILEIRA-1.ppt (478 kB)
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A Chinalização do Mundo - Texto
A “chinalização” da economiaEduardo Frigoletto de MenezesFoi-se o tempo em que a China fabricava e exportava apenas bugigangas para o Brasil, daquelas que fizeram explodir pelo País as famigeradas lojas de “R$ 1,99”. É verdade que a falta de qualidade e os conseqüentes preços abaixo do mercado ainda existem. É comum encontrarmos produtos chineses como ferramentas, calculadoras, lâmpadas, calçados, guarda-chuvas, varas de pesca, tecidos, etc. Entretanto, essa não é mais a regra atual. A constatação de que algo mudou e continua mudando rapidamente fica mais evidente quando encontramos computadores, máquinas fotográficas digitais e demais equipamentos de informática com a famosa etiqueta “made in China” acoplada a produtos de marcas transnacionais famosas, inclusive japonesas. Crescendo há décadas por volta de 10% ao ano, enquanto o Brasil não passa de 2,1%, aquele país tem metas audaciosas de desenvolvimento. Somente no ano de 2004 investiu cerca de US$ 90,4 bilhões em educação, ficando um pouco abaixo de todo o valor das exportações brasileiras no mesmo período (cerca de US$ 96 bilhões). Enquanto isso, as universidades brasileiras vivem em greve, com professores mal remunerados e promessas de reajuste salarial não cumpridas por parte do governo federal. Os bancos, só no ano passado, faturaram cerca de R$ 31 bilhões só em tarifas. Ao invés de investir em educação e na produção, o País incentiva a especulação. No lugar de metas de desenvolvimento, metas de inflação e de superávit primário. Quanto à China, o percentual de matrículas no ensino superior saltou de 1,4% em 1978 para cerca de 20% em 2005. Só em engenharia, a China está produzindo cerca de 450 mil novos graduados por ano, além de 48 mil mestres e 8 mil doutores. O suplemento Educação do jornal “The Times”, da Grã-Bretanha, publicado em outubro do ano passado, mostra a Universidade de Beijing (o nome atual da capital Pequim) no 15º lugar entre as melhores do mundo e em 1º na Ásia, ultrapassando, pela primeira vez na história, a Universidade de Tóquio, no Japão. Há mais de 3 mil universidades em todo o território chinês, das quais, cerca de dois terços pertencem ao Estado e o restante é privado, onde estudam cerca de 12 milhões de chineses, sem contar as instituições de ensino técnico e profissionalizante, onde se somam mais 20 milhões de alunos. Todo esse salto qualitativo já tirou cerca de 200 milhões de habitantes da pobreza. |
